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A construção da barragem do Vilar na década de 60, deu uma
nova configuração à aldeia de Vila da Ponte, agradável, mas quando
albufeira se encontra cheia.
A construção desta barragem com a albufeira, destruiu a velha ponte
romana, rompendo com as árvores (amieiros e negrilhos) que ladeavam as
águas e escondiam as ninfas humanas que, nos seus entretimentos
ribeirinhos, eram gulosamente espreitadas e observadas pelos espertinhos
gaiatos crescidos nadando por vezes bem perto. O progresso levou os
moínhos, destruiu levadas, lambeu demasiado as margens, dando um
espetáculo de desolação de tal modo que, por mais esforços que se façam,
muito dificilmente se recupera uma recomposição satisfatória do contexto
endénico de outrora, se as águas não se mantiverem ao nível médio previsto
para a albufeira.
Agora já o rio não corre para jusante por entre duplas alas de salgueiros
e amieiros, com a larga faixa do areal e pedregulos, lugar para lazer,
tomar banho e lavar e corar as roupas. |