Voltar à página principal
 
Cónego José Cardoso,
o Catequista dos catequistas da Família
 
 

                                                      


Natural de Vila da Ponte, é considerado uma das personalidades que mais se notabilizou em termos de dignidade humana e capacidades intelectuais na história de Vila da Ponte, e uma referência nacional na defesa dos valores da família.
                    ________________

- Cónego Zé, o Sacerdote zeloso e prestigiado na diocese e no país Assumia-se como o paroquiano colaborante. Quão grande era a sua delicada humildade. Considerado por todos como o homem o amigo das crianças, o padre que «ensinava a ensinar». Edificava a sua presença dinamizante: aparecia nas catequeses; encabeçava a orientação de cursos. Mas ninguém lhe tinha medo. Decoravam-se expressões inteiras suas que revelavam saber e bonomia, ciência e simpatia. O pároco da freguesia de Rua, pelo seu labor catequístico inovador, foi chamado a dirigir o Secretariado Diocesano da catequese e a visitar, nessas funções, as paróquias. O prático, graças aos seus altos estudo e ao contacto com outras realidades, transformou-se no teórico. No entanto, não olvidou o tempo de pároco e recusou as utopias ou as teorias que não pudesse demonstrar e não tentasse levar á prática. O autodidacta ensinou a aprender! À volta da catequese, nos diversos níveis, arregimentou uma plêiade de agentes a quem incutiu fulgor e gana evangélico-apostólicos. Multiplicou iniciativas em vários sectores: certames catequísticos, concelhios e diocesanos; congressos eucarísticos, de âmbito concelhio e diocesano; jornadas diocesanas de pastoral familiar, precedidas das paroquiais e regionais; plano trienal de pastoral familiar; monumento ao catequista (ainda em fase de execução); concentrações; e outras. E tudo, com vista á sensibilização e à formação. Perante a autodestruição de que a familia em Portugal se abeirava, e em sintonia com a Igreja, trabalhou com vigor nesta nobre causa, tendo sido o primeiro Secretário Diocesano da Pastoral Familiar e para o que mobilizou agentes e criou serviços. Dotou-os de uma boa dose de formação adequada, socorrendo-se necessariamente do contributo de outros. Ao serviço da Pastoral Familiar colocou a «Revista Catequística» que dirigiu anos e anos, sabe-se em que dificuldades! Mas não se entregava somente a obras de que fosse o iniciador. Servia... Assim, foi Secretário Diocesano da Obra das vocações e Seminários e assumiu inteiramente a formação da Juventude. Não pretendeu fazer obra de cunho pessoal. Antes, despoletou instituições que o seguissem e respondessem, independentemente de quem as assumisse. Era de Admirar nele o seu carácter intelectualmente metódico; a exposição fácil, simples e simpática; a sua afirmação convicta de ideias; o jeito de provocar a resposta e o diálogo. Quem não se deleitava  a sua «ternura comunicativa». Só Deus avaliará o que se conseguiu e conseguirá, pelo trabalho e oração do cónego Zé. Que maravilha a festa dos padroeiros na consagração ao Imaculado coração de Maria em quase todos os concelhos! Nao é fácil hoje estruturar catequeses, tomar atitudes pedagógicas, sem que por ele sejamos influenciados em termos de doutrina e de metodologia. O cónego Zé impõe-se como exemplo de labuta apostólica na atenção à realidade que urge converter numa perspectiva de optimismo, com a paciencia de Deus, mas pondo todos os talentos sempre a render. FAMILIA, ENERGIA VITAL, pelo que sei do autor e pela leitura atenta do manuscrito, coroa a série de publicações a que metera ombros, equaciona a problemática da Família, é subsídio valioso para a sua resolução coerente e metódica. E não deixa de ser um invulgar e belo espécime de catequese!

«Texto redigido por Abílio Louro de Carvalho antigo pároco de Vila da Ponte»


Alma apostólica, de portas sempre abertas para o «irmão», era sempre fácil o contacto de aprendizagem com o Pe. José Cardoso e outros catequistas; procurando sempre ser membro de uma equipa operacional ou elemento de uma estrutura funcional, conquistava sempre amigos e amizades que eram alimentadas de conversas frequentes e que sempre o levavam a temas de catequese. Não uma catequese de conteúdos e métodos acabados, mas obra viva em contínuo desenvolvimento, em que uma solução encontrada levava a novo problema que criava desafios; este aspecto dinámico, de crescimento em espiral ou dialéctico, como queiram, era muito do que o caracterizava e aproximava dos outros.
Depressa se deu conta no Pe. Zé Cardoso, de que catequizar crianças que viviam em famílias não evangelizadas, embora muito sacramentalizadas, era pouco produtivo. A estratégia seria, naturaImente, a Pastoral da Família, animadora de lares cristãos, mais de Fé do que de Direito, para criar a nível de paróquias dizia ele, um ambiente propício ao fluorescimento da fé juvenil. E porque os Grupos de Jovens eram já moda, surgia um fenómeno social a exigir enquadramento catequético apropriado; o Cónego José Cardoso, então responsável diocesano da Catequese, criou uma nova frente para o seu trabalho, os Grupos Juvenis que receberiam os pré-adolescentes após a Comunhão Solene. Catequese, Mistagogia... e o Cónego Zé Cardoso envereda com verdadeira paixão apostólica pela técnica pedagógica, aperfeiçoando a arte de bem ensinar para catequistas mais ou menos carismáticos que apareciam nas Comunidades Paroquiais. Catequese Primária, nas Escolas e nas Paróquias, duas frentes paralelas e complementares, uma que era preciso animar, outra que era necessário defender perante o «laicismo» envolvente; Grupos Juvenis a exigir preparação cuidada de responsáveis; Escola de Catequistas a quem era preciso comunicar métodos, conteúdos e até motivações; Pastoral da Família, ambiente condicionador onde a criança cresce, fonte de vida em que os catequistas nascem, eis a pastoral alargada de horizontes em que o Cónego José Cardoso se movia com o à-vontade e segurança de quem sabe, com a firmeza voluntariosa de quem se apaixona, com o estudo aturado de quem humildentente reconhece que há sempre algo de novo para aprender. E náo pàra nunca; são livros que aparecem ao ritmo exigido pelos problemas sócio-religiosos do nosso tempo de acelerações e mudanças de rumo; são cursos e viagens por toda a diocese animando aqui uma fogueira que se apaga, iluminando além festas que nunca mais se esquecem; é a organização do Secretariado Diocesano com todas as dificuldades e carências de uma Igreja que se procura... E quantas vezes se observava este cansado, com o seu optimismo brincalhão cedendo às angustias de uma guerra surda e sem tréguas a que nunca voltou a cara, como aquando da Carta Aberta a Mário Soares, a propósito da Leí do Aborto.

«texto adaptado do Sr. Padre Bento da Guia»

 

 

 

 

 

Deixou publicado:
A Liturgia explicada às Crianças Jesus perdoou pecados Notas de pastoral Catequética
A moral nas Escolas Catequista, Missão sublime Teatro catequistico
A história do Domingo Caminhar para Cristo De mãos dadas com Cristo
Vive o teu Baptismo Na Escola de Cristo Catecismo Formulário
Curso para os Pais Vida de Santa Eufémia As grandes linhas do Directório catequístico
Profissão de Fé e seus Caminhos História de Lamego contada às Crianças Um Método para os Pais
A Família Reza Pequeno manual de Catequese familiar Via Sacra com a Virgem Maria
Alerta!...pela Família Jornada Diocesana das Famílias Paulo VI ante a regulação dos Nascimentos
Curso de preparação para o Baptismo Novena de Nª Srª da Paz Novena de Stª Helena

    A sua última obra Ex. libris «FAMÍLIA, ENERGIA VITAL» resume a diversidade de trabalhos e publicações que realizou ao longo da sua vida, abordando todos os aspectos da família e ligados a esta, sendo um valor valioso e inestimável para a tentativa de resolução dos vários problemas desta.

 

Voltar à página principal