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A Inauguração dos acessos à Nossa Senhora das Necessidades - fotos

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Foi no dia 9 de Agosto de 2003, que o presidente da Câmara, Dr. José Mário de Almeida Cardoso, cortou a fita de inauguração dos novos acessos à ermida de Nossa Senhora das Necessidades. Tal obra torna transitável o espaço de ligação entre Vila da Ponte e a Srª das Necessidades
O autarca, depois de confirmada a ausência do presidente da Junta de Freguesia, solicitou que o acompanhassem no corte da fita, três pessoas que foram “determinantes” para a execução da obra e também para o que é hoje o Santuário de Nª Srª das Necessidades “Chamo o Dr. Abílio, o Sr. Padre Seixeira e o Sr. Nelson Mota Soares”.

Depois tiveram lugar os discursos.

 Abílio Louro de Carvalho, surpreendido por ser o primeiro a falar, confessou “duvidar da conveniência de usar da palavra”. No entanto assegurou, “é bom ver a obra nova e o carinho com que as pessoas vão tratando as coisas da Igreja e a Senhora das Necessidades”. Referindo-se em concreto ao troço em paralelepípedos que acabara de ser inaugurado, Louro de Carvalho catalogou-o de “útil e proveitoso para todos”, até porque “faz hoje 22 anos que se inaugurou a luz eléctrica neste Santuário”. A recordação por ser feliz, mereceu uma salva de palmas. A finalizar, o convidado não deixou de olhar o futuro, determinante para os intentos de uma comunidade: “Hoje é o ponto de partida para muita obra cultural e espiritual que há a fazer na Vila da Ponte e no País”.

No entender de José Mário Cardoso, para a realização dos acessos à capela foi igualmente importante a acção do actual pároco da freguesia, Padre Seixeira. Por isso, coube-lhe discursar em segundo lugar. E começou por relembrar que “há 3 anos fiz-lhe um pedido: que melhorássemos este espaço da Senhora das Necessidades”. A ideia, apesar de estar já nos planos da autarquia sernancelhence, foi então reforçada pelo Padre, surpreendido com o resultado final: “Confesso que nunca pensei que ficaria desta maneira, com esta largura…”, terminou, agradecendo por a promessa ter sido cumprida de forma tão célebre.

Foi com agrado que o presidente da Câmara registou as palavras dos intervenientes que o antecederam. Relegando para um plano secundário a inauguração, que classificou de “simbólica” José Mário colocou a entoação no propósito e na finalidade dos acessos ao Santuário “Esta obra surge num momento oportuno, perante as angústias e os flagelos que assolam o país. E surge, graças à vontade de realizar e à convicção forte do povo de Vila da Ponte, que sabe acreditar e insistir”.

Contudo, o edil não deixou de recordar algumas passagens que, no seu entender, terão sido determinantes para o que é e representa hoje aquela ermida: ”Há 13 anos existiam lá em cima umas pedras desconjuntadas que o Dr. Abílio através de três TNS (trabalhos de natureza simples), conseguiu recuperar…” Mas se este foi um dos aspectos positivos outros houve que ficarão na história concelhia pelas piores razões, como o caso da “suspeita de desvio de fundos para a estrada da Srª das Necessidades, que levou a uma auditoria da Polícia Judiciária, processo que acabaria por ser arquivado”, revelou o autarca.

E como o passado já lá vai, José Mário remeteu novamente o seu discurso para o que realmente é positivo: “Esta obra simboliza a capacidade de realização do povo de Vila da Ponte e por isso não está aqui dinheiro que não seja do povo e do município”. Olhando também para o futuro e para a vertente turismo que importa não descurar no concelho, o autarca anunciou que “esta obra é o pronuncio de outras que podem beneficiar a Ermida”. Para tal explicou a fórmula que deve nortear uma comunidade: “ É preciso trabalho, dedicação e amor. As coisas fazem-se… vale a pena acreditar, vale a pena sermos amigos, dar as mãos e distinguir o que é o amor genuíno”, disse o autarca emocionado, por recordar que haveria duas pessoas que, “pelo muito que calcorrearam esta ladeira, gostariam de estar presentes nesta cerimónia: A D. Leonor do Nascimento e o Cónego José Cardoso”.

Terminados os discursos, a comitiva andou cerca de 10 metros para ver José Mário descerrar a placa alusiva ao monumento, condimentada por uma simbólica largada de pombas. A festa seguiu para o Santuário, onde um porco no espeto e muitas iguarias regionais preparadas pela Comissão de Festas de 2003 aqueceram os estômagos dos convidados. Foi assim até ao cair da noite, naquele que é um dos locais privilegiados do concelho, de onde se avistam várias aldeias e ainda a albufeira do Távora.

              Fonte do Texto:
                      
Caderno Municipal produzido pelo serviço de acção social e cultural da Câmara Municipal de Sernancelhe
                       Edição Agosto 2003 – página 3

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