Direcção: Dr. António José Leitão Canotilho - Médico assistente graduado de
clínica geral e médico de família do Centro de Saúde de Sernancelhe
Nota do autor da página (António Canotilho):
O conceito de médico de família, assenta, como a própria designação indica, na
existência de um médico que assiste toda a família. Foi, como é sabido, a extensão do
conceito de clínico geral ou médico assistente individual, de largas tradições mesmo
entre nós, criado pela constatação de que a noção de saúde do indivíduo se reflete
nos seus familiares, sendo por isso necessário que o médico conheça e trate de todos os
elementos da mesma família, para poder avaliar correctamente as interacções dos seus
membros.
Constatou-se progressivamente que a acção altamente
meritória do médico assistente se enriquecia e se tornaria mais eficaz se o mesmo
médico fosse responsável pela saúde de toda a família, pois o conhecimento do estado
de saúde da família permitiria ter uma noção mais clara e mais completa da afecção
manifestada por um dos seus membros. Chegou-se até ao
extremo de considerar que a doença que afectava o indivíduo não era mais que o sintoma
da doença que envolvia todo o agregado familiar, particularmente no âmbito das
perturbações do comportamento e nas situações emocionais.
Deste modo, é fácil de deduzir que o conceito se
estabeleceu na base das vantagens para o cidadão doente de o seu médico assistente ser o
mesmo de toda a sua família. Aliás, o conceito renova a figura tradicional do médico
rural, tão bem retratada por Júlio Dinis no João Semana, que atendia todas as famílias
da aldeia em que trabalhava. O conceito de médico de família actual e moderno é, pois,
um "remake" do médico assistente clássico.
É verdade que a aplicação prática deste renovado
conceito de médico de clínica geral assistente de toda a família é difícil de
implementar numa sociedade moderna, de modo a compatibilizar os direitos dos médicos com
as necessidades da saúde dos cidadãos. Seria necessário um modelo
organizacional flexível e descentralizado, permitindo o estabelecimento de um regime
contractual livre e autónomo entre as famílias e o médico, de molde a satisfazer ambas
as partes.
Creio mesmo que será muito difícil, senão
impossível, atingir este desiderato no âmbito do esquema rígido do actual Serviço
Nacional de Saúde. Seria indispensável uma criatividade activa que tornasse possível a
liberalização de prestação de cuidados e a institucionalização de entidades
financiadoras responsaveis pelos custos, com base na tributação, na mutualidade ou mesmo
nos seguros obrigatórios ou complementares. Tudo isto obrigaria a uma renovação e
reestruturação completa do actual sistema de financiamento, para garantir com equidade
que o cidadão e seus familiares tivessem acesso ao médico de família. Como a obra é
complexa e implica uma completa renovação de mentalidades e métodos, torna-se para os
responsáveis da saúde, com o seu facilitismo e improviso tradicional, de tentarem
subverter o problema, continuando a apresentar propostas alternativas, que não satisfazem
de modo algum a sociedade e os profissionais médicos, continuando a apresentar a proposta
peregrina de substituir o médico assistente único por vários médicos, que acabam por
não ser conhecedores dos pormenores da mesma família (através dos SAPS, SACS, etc).
Seria importante a contractualização e privatização de alguns sectores da medicina,
que não só ofereciam mais disponibilidade, qualidade e competitividade do acto médico,
como também reduziam os gastos enormes que o Estado tem para com o sector da saúde.
Assim nasceu a Clinotávora, uma
empresa médica, preparada para um futuro, perspectivada a combater certas lacunas do
Serviço Nacional de Saúde.
O sector privado permite a aproximação e o trabalho em
equipe com outras Especialidades médicas, e a possibilidade de execução de exames
auxiliares de diagnóstico, que no sector público não é possível.
Há um ganho, maior segurança e motivação, e a possibilidade de aproximação imediata
do médico de Clínica Geral às especialidades que funcionam em conjunto, traduzindo-se
este substracto, numa melhor qualidade de saúde à população, e evitando que estas
muitas vezes se desloquem à cidade para efectuar um simples ECG.
Iniciou as suas funções em Outubro de 1999 com
Clínica Geral (Dr. António José Leitão Canotilho) e Medicina Dentária (Drª Sandra
Isabel Breda Cabral, medica licenciada em medicina dentária pela Faculdade de Medicina da
Universidade de Coímbra), e em 2000 com Oftalmologia (Dr. Salvador, especialista em
Oftalmologia pelos Hospitais da Universidade de Coímbra) e Electrocardiografia (Dr.
Luciano Antunes médico Cardiologista do Hospital de S. Teotónio de Viseu).
Desde o início de 2001, Dr. Pedro Seixas, médico licenciado em medicina
dentária, oferece também o seu apoio em medicina dentária dois dias por
semana.
Desde Dezembro de 2001 consultas de Psiquiatria (Dr. José Luis Nunes de
Almeida, médico Psiquiatra do departamento de Psiquiatria do Hospital de S.
Teotónio de Viseu)
Em paralelo, no mesmo edifício da Clínica, mas num
espaço próprio um Posto de colheita de análises, de segunda a sexta-feira, extenção
do Laboratório Santos Monteiro de Lamego, direcção técnica da Exª Srª Drª Manuela
Santos Monteiro.
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