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Produções agrícolas

 

A agricultura

Os povos de Vila da Ponte, assentes nas margens do rio Távora, entre o Medreiro e o Minhoteiro, viveram ao longo dum pequeno mas fértil vale; cercados pelos montes da Borralheira, Gordo e Ameleira, altos e de vertentes quase aprumadas. Tais elevações cercam a aldeia em anfiteatro, abrigando-a dos ventos. Tais circunstâncias, a natureza do solo e a abundância de águas, toraram tal vale tão produtivo, que praticamente só ele bastou por muito tempo para a riqueza da Povoação; por força do progresso, no início dos anos 60, foi construida uma barragem hidroeléctrica a jusante de Vila da Ponte, pouco abaixo da aldeia do Vilar, que veio inundar grande parte deste vale.

No início, além dos produtos agrícolas, estes povos viveram também dos rebanhos. O tempo e o progresso modificou-lhes os hábitos e costumes, não lhe alterando todavia muito o ambiente. Aínda hoje a montanha vai dando trato aos escassos rebanhos que aínda existem, fornecendo aínda para muita gente o leite e carne para a alimentação (outrora a lã também era aproveitada para o vestuário). O fértil vale até à submersão pelas água da barragem, ofereceu muitos frutos e e grãos, e as águas do Távora eram abundantes em peixes deliciosos.

Aínda hoje a Vila da Ponte é essencialmente agrícola, com produções agrícolas e variadas, e tal se deve à natureza do seu solo e às admiráveis condições climatéricas da região, abrigadas pelas colinas.

Hoje produz-se aínda batata, milho, centeio, trigo, feijão e castanhas; a produtividade do azeite é baixa e tem vindo a ser mais reduzida nos últimos anos, atendendo às alterações climatéricas provocadas pela albufeira do távora.

Os pinhais e grandes núcleos de arborização aínda se encontram viçosos, cerrados, alteados em gigantescas árvores e revestidos de rasteira e luxuriante vegetação; vêem-se também alguns soutos. Ultimamente tem vindo a haver um progressiva destruição dos grandes pinheirais, consequência dos grandes incêndios que têm aflorado por todo o País. Tem-se verificado nos últimos anos um grande aumento da plantação de castanheiros, incentivo das políticas agrícolas, atendendo às caracteristicas muito específicas destes solos e climas para estas espécies; em breve observar-se-ão lindos soutos, que iram aumentar a produtividade da castanha do Concelho de Sernancelhe, já tão conhecida pelas suas características tão saborosas no País, e ultimamente, também para outros países e continentes, através da exportação que se tem vindo a verificar.

A plantação de pomares, é uma iniciativa que se tem vindo a desenvolver já desde o início da década de 60, altura em que chegou a moderna tecnologia agrícola para que houvesse uma rentável técnica de frutificação: a mecanização com tractores, a utilização de atomizadores, a utilização de adubos químicos e os mecanismos de rega que transportam a água a lugares mais altos e sendo também usadas técnicas de poupança deste fluido.

A vinha é um outro factor de rendimento económico do agricultor, já de tradição antiga, tendo tido outrora nomeada o vinho branco, e actualmente, na sua grande maioria, a uva é transportada para a adega cooperativa de Moimenta da Beira, onde é confeccionado o vinho, denominado “Terras do Demo”, referência vinícola.

 

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