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Flora e Fauna

 


Bem conhecida a circunscrição da freguesia de Vila da Ponte, com os seus peculiares acidentes, o clima, a altitude dos montes envolventes e características do solo, se bem que muito discretamente, evidencia-se uma diversidade de flora e fauna que é de considerar:

A Flora São observadas desde as grandiosas árvores com os castanheiros mais velhos e grandes pinheiros à até à simples grama rasteira; desde as mais diversas plantas frutículas às perfumadas plantas silvestres como o alecrim.

a) - Plantas frutíferas e infrutíferas: Castanheiro (castanea vulgaris), carvalho (quercus vulgaris), pinheiro bravo (pinus pinaster), freixo (fraxinus exc.), amieiro (almus glutinosa), salgueiro (salix), vimeiro (salix fragilis), oliveira (oliva), centeio (centenum), trigo (triticum), milho (milium), marmeleiro (cydonia vulgaris), macieira (malus communis) e as últimas variedades destes com intuito comercial (golden, etc.), madresilva (lonicera periclymenum), sabugueiro (sabucus nigra), pereira-catapereiro (pirus communis), murtinho (vaccinium myrtillus), pútegas (cytinus hypocistis), poupilos (cotyledon), cerdeira (ceresus avium), espinheiro, giesta branca (spartium multiflorum), abrunheiro (prunus insititia), ameixoeira (prunus doméstica), aveleira (corybus avelana), figueira (ficus carica), fetos dos montes (pteris aquilina), videira (vitis vinifera), rosmaniho (lavandola stoechas), sargaço (cistus monspeliensis), urgeira (erica umbellata), tojo (ulex boeticus), azevinho (ilex aquifolium), silva (rubus), campaínhas (leucoium automnalis), lírio amarelo (iris pseudacorus), erva de santana (parietaria ramiflora), gamão (asphodelus fislutosus), urtiga (urtica urens), malmequer (caltha palustris), malvaisco (lavatra cretica), hera (hedera helix), azedas (rumex scutatus), merugem (stellaria media), favaca (lupinus hispanicus), medronheiro (arbusto unedo), ervilha (latyrus oleraceno), a batata, etc.

b) - Plantas venenosas: Trovisco (laureola gnidium), urtemige (leucauthernum parthenium), embude (oenathe crocata), cicuta (conium maculata), verbasco (verbascum thapsus), jarro (arum italicum), arruda (ruta chalepensis)

c) - Plantas medicinais: Malva (malva parviflora), algebrado (verbena officinalis), espargo (asparagus altilis), celidónia (chelidonium majus), aipo (apium graveuleus), borragem (borrago officinalis), hortelã (meulha viridis), seixebra (teucrium scorodonia).

 

A flora é muito abundante em frutas; a plantação e industrialização das maçãs, aumentou muito nos ultimos anos; grande parte da drenagem destas tem-se efectuado para cooperativas locais, a ponto de se encontrar na Vila da Ponte duas modernas cooperativas de conservação e comercialização desta fruta: "Frutas Cruzeiro" e "Frusantos"

As peras, pêssegos, ameixas e cerejas, embora não sendo factor económico a salientar, tem vindo a aumentar lentamente a sua produção nos últimos anos.

As plantas leguminosas, abundam na parte baixa da aldeia: nas margens do távora e ribeiros, e na férili planície das Cheiras.

 

A Fauna - Existe uma relação entre a fauna e a flora, e a relação é tanta entre as duas, que a primeira não poderia sobreviver sem a segunda.

a) - Animais domésticos: a considerar o boi, cavalo, jumento, cabra, carneiro, suino, vaca, cão e gato; aves, galinhas, pato, marreco, pomba e perú.

b) - Animais selvagens: o lobo, raposa, texugo, fuinha, lebre, coelho, escorpião, víbora, cobra, lagarto, sardanisca, osga, lesmas, toupeiras. Aves como a perdiz, galinhola, codorniz, melro, estorninho, pega, peto, cuco, pintassilgo, mocho, coruja, milhafre, noitibó, bufos, alvéola, peto real, corvo, rola e gaio.

c) - Peixes - A truta (em extinção ultimamente, pela poluição do Távora e construção de 2 pequenas barragens hidroeléctricas  no Távora, a montante de Vila da Ponte), barbo, escalo, voga, erose, fardetas, lontra.

 

A produção animal em Vila da Ponte, com rentabilidade económica, mudou também nos últimos anos: há um notório decréscimo de rebanhos de caprinos e carneiros, e a produção de bovinos em ambiente industrial, para comercialização do leite e carnes, está na aldeia aínda numa fase pouco expansiva.

A mão de obra pela força dos bovinos, foi totalmente ultrapassada pelos veículos motorizados.

Os suinos continuam a estar inseridos anexos em «cortelhos» a muitas residências, pràticamente para serem depois de crescidos serem consumidos pelos próprios tratantes, em igualdade de circunstâncias também poderemos igualar certas aves como as galinhas

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